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Janaina Tschäpe: Flatland (Galpão)
15.5. - 9.6.2012
Temos
o
prazer
de
apresentar
no
Galpão
Fortes
Vilaça,
Flatland,
exposição
de
obras
inéditas
de
Janaina
Tschäpe.
A
artista
alemã/brasileira,
residente
em
NY,
mostra
uma
pintura
de
escala
monumental
especialmente
criada
para
o
espaço
e
uma
série
de
pinturas
sobre
papel.
O
título
da
mostra
é
uma
referência
ao
romance
homônino
do
inglês
Edwin
Abbot
(1838-‐1926).
Flatland,
também
é
o
título
da
grande
tela/mural
de
9
metros
de
comprimento
que
a
artista
apresenta
na
exposição.
Tschäpe
introduz
novas
geometrias
nesta
tela
predominantemente
azul,
concebida
como
um
diálogo
entre
as
repetições
e
irregularidade
das
formas
–
uma
espécie
de
discussão
entre
quadrados
e
triângulos
-‐
lutando
com
a
tinta
que
escorre,
e
ao
mesmo
tempo
usando
a
linha
da
tinta
escorrida
como
próximo
quadrado
e
campo
de
cor.
Sempre
opondo
o
acaso
ao
premeditado,
a
artista
produz
uma
meditação
abstrata
sobre
as
relações
entre
a
natureza
e
a
matemática,
compondo
um
horizonte
nostálgico.
“Imagine
uma
grande
folha
de
papel
onde
linhas
retas,
triângulos,
quadrados,
pentágonos,
hexágonos,
e
outras
figuras,
ao
invés
de
ficarem
fixas
em
seus
lugares,
se
movimentassem
livremente,
dentro
ou
na
superfície,
mas
sem
o
poder
de
se
levantarem
ou
afundarem,
como
sombras
–
só
que
rígidas
e
com
bordas
luminosas
–
você
terá
então
uma
noção
bem
clara
do
meu
país
e
seus
habitantes.
Alguns
anos
atrás,
eu
teria
dito;
“meu
universo”:
mas
agora
minha
mente
se
abriu
para
uma
visão
mais
ampla
das
coisas.”
[Tradução
livre
de
trecho
de
Flatland:
A
Romance
of
Many
Dimensions,
traduzido
no
Brasil
como
Planolândia:
Um
Romance
de
Muitas
Dimensões
de
Edwin
Abbot]
Na
série
de
pinturas
sobre
papel,
Janaina
usa
uma
paleta
de
cor
mais
vibrante
e
variada,
porém,
as
mesmas
formas
geométricas
presentes
na
grande
tela
aparecem
agora
isoladas.
No
jogo
de
contrastes
entre
cor
e
forma,
no
encontro
entre
as
formas,
podemos
observar
a
sutileza
de
sua
poética.
Formas
se
tornam
criaturas
que
habitam
um
universo
fantástico.
Como
pequenas
células,
que
contém
todo
potencial
de
vida,
estas
pinturas
funcionam
como
metonímia
para
a
compreensão
do
mundo
que
a
artista
quer
alcançar.
Janaina
Tschäpe
nasceu
em
Munich,
Alemanha
em
1973.
Entre
suas
exposições
individuais
destacam-‐se
Quimera
no
IMMA
–
Irish
Museum
of
Modern
Art,
2008;
em
2009
a
Trienal
do
Centro
Internacional
de
Fotografia,
Nova
York
e
Museu
de
Arte
Kasama
Nichido,
Japão.
Já
participou
de
exposições
coletivas
no
MAC
USP,
São
Paulo;
MAM,
Rio
de
Janeiro;
LiShui
Museum
of
Photography,
China;
New
Museum,
Nova
York;
Guggenheim
Museum,
New
York
entre
outras.
Sua
obra
está
em
importantes
coleções
tais
como
Itaú
Cultural,
São
Paulo,
Brasil;
Moderna
Museet,
Stockholm,
Suécia;
Inhotim
Centro
de
Arte
Contemporânea,
Minas
Gerais,
Brasil;
Centre
Pompidou,
Paris,
França
Museu
Nacional
Centro
de
Arte
Reina
Sophia,
Madrid,
Espanha.
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