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Slater Bradley: Melancholia    Sep 20 - Nov 10, 2012

No More Lines to Cross ( triptych)
Slater Bradley
No More Lines to Cross ( triptych), 2012
 
The Perfect Race
Slater Bradley
The Perfect Race, 2012
 
 
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Slater Bradley: Melancholia
20.09 - 10.11.2012
Inauguração 20 setembro, quinta-feira, 21:30

A Galeria Filomena Soares apresenta pela primeira vez em Portugal uma exposição individual do artista norte-americano Slater Bradley (São Francisco, 1975), intitulada Melancholia. A inauguração está marcada para dia 20 de Setembro, às 21:30, com a presença do artista. A exposição irá estar patente até o dia 10 de Novembro de 2012.

O trabalho que Slater Bradley (1975, São Francisco, E.U.A.) tem desenvolvido desde o início da sua carreira reflecte, em grande medida, as condições de reconhecimento social – colectivo e individual – através da exacerbação do “eu” e/ou da figura do “outro”. Esta pesquisa tem revelado fortíssimas imagens que questionam pertinentemente o lugar ou a responsabilidade do próprio artista na sua sociedade e, consequentemente, o lugar de cada um de nós perante determinado artista ou situação. Frequentemente, o artista intervém com pintura sobre imagens icónicas recolhidas de referências da cultura alternativa contemporânea, da cultura “pop” e dos anos 90. Ian Curtis, Michael Jackson, Kurt Cobain, entre outros, têm servido como alter-egos para uma clara procura da sua própria identidade. Como que, através destas históricas figuras da sua história, o artista questionasse as suas próprias características intrínsecas em confronto com a comunidade extrínseca que o recebe.

Na exposição na Galeria Filomena Soares, o artista parece desviar-se ligeiramente dos seus pressupostos inicias. As figuras públicas foram substituídas pela nudez de uma mesma mulher em diversas poses sensuais e intimistas. As fotografias são sujeitas a duas acções distintas: primeiro, são pintadas a marcador prateado e, posteriormente, amarrotadas. Se a primeira acção revela um desejo latente pela imagem e, necessariamente, pela retratada, a segunda poderá revelar uma desilusão ou uma vontade não concretizável. Desde modo, e sem conhecermos a história que está por detrás, podemos estar perante um dos trabalhos mais pessoais e íntimos do artista. Contudo e apesar de reflectir um mesmo pressuposto, esta perspectiva mais introspectiva, em detrimento do público, exponencia a reflexão sobre a identidade individual de cada um, onde que os acontecimentos pessoais são catalisadores de influências sobre a nossa forma de ver e de agir num futuro próximo. E a este sentimento se chama Melancolia.

Slater Bradley escreve em discurso directo:
Em 1993, Charles Ray realizou uma edição de fotografias para a revista Parkett intitulada “A Mulher Mais Bela do Mundo”. A edição apresentava um conjunto de 9 impressões a cores de 10 x 15 cm da supermodelo alemã Tatjana Patitiz. A acção subversiva de Ray no seu editorial foi tirar Patitz do seu pedestal ao fotografá-la completamente relaxada, sem maquilhagem, descansando na sua casa com o seu cão e com um grande girassol por perto, totalmente à vontade. Ele tornou a supermodelo na rapariga da porta do lado.
Louise Neri, que colaborou com Ray no projecto final para a Parkett, disse-me que Charlie queria que as fotografias fossem do tipo e do tamanho destinadas para a porta do frigorífico, como as que um casal poderia ter em casa, como um gesto encantador e modesto. Ao usar um aerógrafo Nick Knight para queimar o cabelo de Patitz para a capa da revista, Ray utilizou o espaço de uma publicação de arte elitista e transformou-a numa descartável publicação mensal. No entanto, em vez de divulgar moda, a capa era uma escultura fotográfica sobre a paixão por uma rapariga da porta do lado, uma rapariga que só por acaso era uma supermodelo.
Quando conheci uma similar radiosa, a modelo terra-a-terra alemã Alina numa festa em Williamsburg em Junho passado, a escultura de Ray regressou a mim. O idealismo e o romantismo desconstruído em a “Mulher Mais Bela do Mundo” de Ray tornar-se-iam o ponto de partida para a jornada de “Melancholia”.
Meses mais tarde, fotografei a Alina para a minha série Perfect Empathy. Em “Melancholia”, incluí cinco novos amarrotados desenhos a marcador prateado. Numa das fotografias, Alina está a lançar um olhar de esguelha para a máquina fotográfica. E, como o ar desta peça recordou-me muitos dos anúncios do Calvin Klein dos anos 80, começámos a brincar ao chamá-la: “Calvin Klein Alina".
Nessa altura, como estava a trabalhar nesta série de fotografias, algo inacreditável aconteceu: a revista de moda WWD caracterizou o meu desenho Perfect Empathy (Sara 02), de 2008, como inspiração para a nova colecção feminina Outono/Inverno por Francisco Costa. Magicamente, Calvin Klein tinha sido convocado por “Calvin Klein Alina” através de uma ruga no tempo. A minha cabeça explodiu!
Quando os meus assistentes colocaram a minha cabeça de volta, olhei para a antiga Patitz outra vez. Claro! Ela era a famosa modelo Calvin Klein dos anos 80. Eu caí para o lado… tudo tinha dado uma volta completa. Através da melancolia encontrei a mulher mais bela do mundo.

SLATER BRADLEY nasceu em 1975, São Francisco, E.U.A e licenciou-se (1998) na University of California, Los Angeles, E.U.A.. Em 2004 participou na Whitney Biennial, Nova Iorque. Expôs individualmente nos: Solomon R. Guggenheim Museum, Nova Iorque; Whitney Museum of American Art, Nova Iorque; Aspen Art Museum, E.U.A.; Frans Hals Museum, Haarlem, Holanda; Contemporary Arts Museum, St. Louis, E.U.A.; Berkeley Art Museum, California, E.U.A.; e Bard's Center for Curatorial Studies, Annandale-on-Hudson, E.U.A.. Participou em diversas exposições colectivas, de onde se destacam: Museum of Modern Art, Nova Iorque; Kunsthalle Fridericianum, Kassel, Alemanha; Reina Sofia, Madrid, Espanha; Kunsthalle Wien, Viena, Áustria; Schirn Kunsthalle, Frankfurt, Alemanha; De Appel Foundation, Amsterdão, Holanda; Chicago MCA, E.U.A.; Seattle Art Museum, E.U.A.; Jeu de Paume e Palais de Tokyo, ambos em Paris, França. A sua obra está presente em diversas colecções públicas, tais como: David Roberts Art Foundation, Londres, Inglaterra; Ellipse Foundation, Cascais, Portugal; Frans Hals Museum, Haarlem, Holanda; Hamburger Kunsthalle, Hamburgo, Alemanha; Herbert F. Johnson Museum, Cornell University, Ithaca, E.U.A.; Jumex Collection, Cidade do México, México; The Kramlich Collection, São Francisco, E.U.A.; Museum of Contemporary Art, Los Angeles, E.U.A.; Museum of Modern Art, Nova Iorque; New Orleans Museum of Art, New Orleans, E.U.A.; Progressive Collection, Cleveland, E.U.A.; Solomon R. Guggenheim Museum, Nova Iorque; UBS Collection, Zurique, Suíça; The Whitney Museum of American Art, Nova Iorque.

“Melancholia” será a primeira exposição do artista na Galeria Filomena Soares. Em 2013, irá realizar uma exposição individual no Herbert F. Johnson Museum of Art, Ithaca, E.U.A.. Actualmente, o seu trabalho pode ser visto no LACMA – Los Angeles County Museum of Art, E.U.A. que apresenta as suas mais recentes aquisições na exposição colectiva intitulada “Figures and Form in Contemporary Photography”, até 14 de Outubro.

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Slater Bradley: Melancholia
20.09 - 10.11.2012
Opening september 20th, thursday, 9:30 pm

Galeria Filomena Soares presents for the first time in Portugal a solo exhibition by the American artist Slater Bradley (1975, San Francisco), entitled Melancholia. The will open September 20t h , 9:30 pm, with the presence of the artist. The exhibition will be on display unti l November 10th , 2012.

In large measure the work that Slater Bradley (1975, San Francisco, USA) has developed since the beginning of his career reflects the conditions of social recognition - collective and individual - through the exacerbation of "I" and/or the figure of the "other". This research has revealed very strong images that pertinently question the place or the responsibility of the artist himself in their society and therefore the place of each one of us towards particular artist or situation. Often, the artist intervenes with paint on iconic images gleaned from contemporary al ternative culture references, "pop" culture and 90s. Ian Curtis, Michael Jackson, Kurt Cobain, among others, have served as alter egos for a clear demand for their own identity. By these historical figures in its history, the artist questions their own inherent characteristics in confrontation with the extrinsic community that receives him.

For the exhibition at Galeria Filomena Soares, the artist seems to deviate slightly from their initial assumptions. Public figures have been replaced by the nakedness of the same woman in various sexy and intimate poses. The photographs are subjected to two different actions: first, the photographs are painted with silver marker and, then, they are crumpled. If the first action reveals a latent desire for the image and necessarily by the portrayed, the second action may prove a disappointment or a not achievable will. In this way, and without knowing the story behind, we may be facing one of the most personal and intimate works by the artist. However and despite of reflecting the same assumption, this more introspective perspective, instead of the public, empowers the reflection about identity of each individual, in which the personal events are catalysts of influences of our way of seeing and acting in the near future. And this feeling is called Melancholia.

In direct speech, Slater Bradley writes:
In 1993, Charles Ray created a photographic edition for Parkett enti tled “The Most Beautiful Woman in the World. ” The edition featured sets of 9 4x6in color prints of German supermodel Tat jana Patitz. Ray’s subversive act in his “editorial ” was to “de- pedestalize” Patitz by shooting her completely relaxed, without makeup, lounging about her home with her dog and a large sunf lower nearby, totally at ease. He turned a supermodel into the girl next door.
Louise Neri , who collaborated with Ray on the project at the Parkett end, told me that Charlie wanted the prints to be the size and sort destined for a refrigerator door, like the ones a couple would keep at home, a modest and lovely gesture. By using a Nick Knight airbrushed, hair blown photo of Patitz for the cover, Ray had taken the space of a high brow art publication and turned it into a disposable fashion monthly. In place of a fashion spread, however, was a photographic sculpture of falling in love with the girl next door , a girl who just happened to be a supermodel .
When I met a similarly radiant, down-to-earth German model, Alina, at a party in Williamsburg last June, Ray’s sculpture came back to me. The deconstructed idealism and romanticism in Ray’s “Most Beautiful Woman in the World” would become the departure point for the journeying “Melancholia. ”
Months later, I photographed Alina for my Perfect Empathy series. In “Melancholia, ” I’ve included five new crumpled silver marker drawings. In one of these, she is casting a sidelong glance at the camera. Because the vibe in this piece reminded me so much of the Calvin Klein ads of the 80s, we jokingly began to call it : “Calvin Klein Alina. ”
Then, as I was working on this collection of photographs, something unbelievable happened: WWD (Fashion magazine) featured my drawing, Perfect Empathy (Sara 02), 2008, as the inspiration for Francisco Costa’s new Calvin Klein F/W 2012 Women’s Collection. Magically, Calvin Klein had been summoned by “Calvin Klein Alina” through a wrinkle in time. My head exploded.
Once my assistants put my head back together, I looked up old Patitz again. Of course! She was a famous Calvin Klein model in the 80’s! I fell apart...everything had come full circle. Through melancholia, I found the most beautiful woman in the world.

SLATER BRADLEY born in 1975, San Francisco, USA and he graduated (1998) at University of California, Los Angeles, USA. In 2005, at the age of 30, he was the youngest male artist ever to have a solo show at the Solomon R. Guggenheim Museum in New York. He has been the subject of solo show at: Whitney Museum of American Art, New York; Aspen Art Museum, USA; Frans Hals Museum in Haarlem, The Netherlands; Contemporary Arts Museum in St. Louis, USA; Berkeley Art Museum in California, USA; and Bard's Center for Curatorial Studies in Annandale-on-Hudson, USA. Bradley's work was included in the 2004 Whitney Biennial, New York. His work has also been included in group shows at such venues as The Museum of Modern Art, New York; the KunsthalleFridericianum, Kassel, Germany; Museo Reina Sofia, Madrid, Spain; the Kunsthalle Wien, Vienna, Austria; the SchirnKunsthalle, Frankfurt, Germany; the De Appel Foundation, Amsterdam; the Chicago MCA, the Seattle Art Museum, and at the Jeu de Paume and the Palais de Tokyo, both in Paris, France. His work is in over twenty public collections including the Los Angeles County Museum of Art, USA; The Museum of Modern Art, New York; the Hamburger Kunsthalle, Germany; the Jumex Collection, Mexico; and the Ellipse Foundation, Portugal.

This is Slater Bradley’s first solo show with Galeria Filomena Soares. In 2013, Bradley has a solo show forthcoming at the Herbert F. Johnson Museum of Art. Currently, his work is on view in a group exhibition at the Los Angeles County Museum of Art, “Figure and Form in Contemporary Photography,” an installation of recent acquisitions running through October 14th, 2012.

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